Suspeita de matar marido é presa por legítima defesa: entenda a legislação eleitoral
A suspeita Priscila de Jesus, de 27 anos, confessou ter matado seu marido Vanderlei Poyer de Oliveira, de 42 anos, em Mirante da Serra, Rondônia, na noite de domingo (27).
Reprodução
A suspeita Priscila de Jesus, de 27 anos, confessou ter matado seu marido Vanderlei Poyer de Oliveira, de 42 anos, em Mirante da Serra, Rondônia, na noite de domingo (27). Ela foi autuada por legítima defesa.
Priscila descreveu que a discussão entre os dois começaram dentro do carro, onde ela usou uma faca para se defender de agressões, resultando em um confronto que culminou em Vanderlei sendo morto.
Na investigação, as autoridades encontraram perfurações no peito de Vanderlei e lesões nas mãos compatíveis com uma tentativa de defesa. As duas filhas do casal estavam no veículo durante o ocorrido.
A prisão preventiva da mulher foi autorizada devido à legislação eleitoral, que proíbe prisões nos cinco dias antes das eleições e nas 48 horas após o pleito. Priscila não foi presa e se apresentou à Polícia Civil na quarta-feira (30), confessando o crime.
Em seu pedido de prisão preventiva, o delegado Flaviano José explicou que a regra eleitoral impede prisões preventivas nos cinco dias que antecedem as eleições e nas 48 horas após o pleito. O laudo médico aponta lesões nas mãos de Priscila, compatíveis com uma tentativa de defesa, e perfuração no peito de Vanderlei.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- Legislação Eleitoral de Rondônia proíbe prisões preventivas nos cinco dias antes das eleições.
- Vanderlei Poyer de Oliveira foi encontrado morto na noite de domingo (27) com lesões de defesa.
- Priscila de Jesus confessou ter usado uma faca para se defender das agressões do marido, segundo testemunhas.
- A vítima, Vanderlei, costumava carregar uma faca no carro.
- Priscila deixou uma das filhas ao lado do corpo do marido e seguiu para uma área urbana em busca de ajuda.
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores.