A Manobra Estratégica que Redefine o Xadrez Político do Paraná para 2026
Alexandre Curi troca a disputa pelo governo pelo Senado, cimentando alianças e desenhando um novo cenário para o estado.
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Em um movimento que redefine o tabuleiro político paranaense para as eleições de 2026, o Republicanos confirmou a candidatura de Alexandre Curi ao Senado. A decisão, anunciada na convenção do partido em Curitiba, é um reflexo das complexas articulações que moldam o futuro político do estado.
Curi, figura proeminente e presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) desde 2025, possui uma trajetória política sólida, ascendo de vereador a deputado estadual mais votado em 2022. Sua escolha de abrir mão da disputa pelo governo estadual em favor do Senado prioriza a unidade do grupo político, um indicativo da coesão partidária sobre ambições individuais.
A coalizão que o Republicanos integra é robusta, com o PSD do governador Ratinho Júnior, PSDB, Cidadania, União Brasil e Progressistas, apoiando Sandro Alex (PSD) para o governo. Essa aliança multifacetada busca não apenas representatividade ampla, mas um poder de barganha significativo. A entrada de Curi na corrida senatorial é um pilar estratégico que pode redefinir a dinâmica da representação paranaense em Brasília.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- A longa e bem-sucedida carreira de Alexandre Curi, de vereador a presidente da Alep, demonstra uma rara capacidade de construção política e articulação, fundamental em um cenário político fragmentado.
- A tendência de formação de amplas coalizões no Paraná tem se intensificado, visando não apenas o pleito majoritário, mas também a governabilidade e o controle de bancadas legislativas, como observado nas últimas duas eleições estaduais.
- A escolha de Curi para o Senado, abrindo mão de uma disputa ao governo, indica uma estratégia calculada para fortalecer a representação do estado em Brasília, capitalizando sua experiência no legislativo estadual para pautas regionais.