Feminicídio no Oeste Catarinense: Análise Profunda da Recorrência da Violência Doméstica
Mais um feminicídio em São Domingos, SC, reacende o debate sobre a segurança de mulheres e a eficácia das políticas de prevenção no interior do estado.
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A comunidade de São Domingos, no Oeste de Santa Catarina, foi abalada nesta semana pela descoberta do corpo de Ana Leda Santoro, de 67 anos, em sua residência na Linha São Paulo. O caso, que está sendo investigado como feminicídio pela Polícia Civil, teve seu desdobramento mais sombrio com a prisão do marido da vítima, de 71 anos, suspeito de ter cometido o crime e, subsequentemente, ligado para a filha do casal confessando o ato. O corpo de Ana Leda apresentava sinais de morte violenta, levantando a suspeita de estrangulamento.
Este trágico evento não é um incidente isolado, mas ecoa uma realidade preocupante no estado. Dados recentes do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) revelam que 2025 registrou 52 feminicídios, e já em 2026, dez casos foram contabilizados até o início de abril, demonstrando a persistência e gravidade da violência de gênero em solo catarinense. A prisão do suspeito, que havia fugido para uma área de mata, ocorreu na Linha Jordaninho, em Irati, e ele foi encaminhado à delegacia para as devidas providências legais.
Por que isso importa?
Contexto Rápido
- Feminicídio é tipificado no Código Penal Brasileiro desde 2015 (Lei 13.104/2015), estabelecendo a morte de uma mulher por razões da condição de sexo feminino como crime hediondo, visando combater a violência de gênero.
- Santa Catarina registrou 52 feminicídios em 2025 e já contabiliza 10 casos em 2026, conforme dados do MPSC e da Secretaria de Segurança Pública, evidenciando uma persistência alarmante da violência contra a mulher no estado.
- O Oeste de SC é apontado em mapeamentos do MPSC como parte de um 'corredor do crime' para casos de feminicídio, indicando que a incidência não é aleatória e possui particularidades regionais que merecem atenção.